Aviso

Meus caros,

Peço desculpas pela prolongada ausência deste site e do Aristoi. Muito trabalho, muitas questões administrativas do Aristoi para resolver, muita burocracia... e pouquíssimo tempo, como sempre. Como diz o ditado: a vida é breve, as filas dos bancos, enormes.

Provavelmente, só devo voltar a escrever com regularidade em Maio. Assinem o boletim ao lado, para começarem a receber os novos textos assim que eu voltar a escrevê-los.

Quase todos já devem estar sabendo, mas aproveito para avisar também que tenho a honrar de estar contribuindo com o excelente Ordem Livre, uma das principais iniciativas em defesa da liberdade em nossa língua. Não deixem de visitar o site diariamente, pois todos os dias são colocados novos artigos importantíssimos. E avisem aos amigos, é claro.

Um grande abraço e até a volta,
Lucas

O Estado pesa sobre todos

Texto originalmente publicado na Digizap. Siga o link caso queira comentar:
http://colunas.digi.com.br/lucas/dois-tipos-de-liberdade/

Algumas pessoas tentam justificar a alta carga tributária brasileira dizendo que isso não é um problema tão grave, já que são os ricos que pagam a maior parte da conta.

É verdade que os impostos pesam mais sobre quem tem mais dinheiro, mas isso está longe de ser uma coisa boa. Esta idéia não apenas está baseada em um princípio errado – o de que o governo deveria ser um tipo de Robin Hood, roubando dos ricos para dar aos pobres – como em seu pressuposto: a de que altos impostos sobre os ricos prejudicam apenas os ricos.

Como a discussão de princípios é sempre um pouco complicada, nesse artigo limitar-me-ei a discutir o pressuposto: pretendo demonstrar como, ao prejudicar os ricos, o governo prejudica toda a população por tabela.

Dois tipos de liberdade

Texto originalmente publicado na Digizap. Siga o link caso queira comentar:
http://colunas.digi.com.br/lucas/dois-tipos-de-liberdade/

A coluna desta semana, prezado leitor, será mais filosófica que polêmica. Mas não precisa começar a bocejar - prometo ser rápido e indolor.

Hoje tentarei explicar a distinção entre dois tipos de liberdade, proposta por Isaiah Berlin, influente professor de filosofia de Oxford.

Tenho certeza que a compreensão destes conceitos ajudará a entender várias outras coisas – inclusive, o texto da semana passada, que gerou alguma discussão.

Liberdade positiva e negativa

A idéia básica de Berlin é que existem dois tipos diferentes de liberdade: liberdade negativa e liberdade positiva.

Atenção: “negativa” e “positiva” aqui não têm valor de adjetivo; trata-se só de uma forma de separar os conceitos, não de dizer que uma liberdade é boa e a outra é ruim.

Tirem as mãos do meu controle remoto

Último texto publicado na Digizap. Para ler, sigam o link ou cliquem no "leia mais". (O link admite comentários).

Tirem as mãos do meu controle remoto
http://colunas.digi.com.br/lucas/tirem-as-maos-do-meu-controle-remoto/

A lógica dos serviços gratuitos

O assunto merece um artigo mais detalhado, mas como não tenho tempo para escrevê-lo, aqui vão algumas notas básicas.

O leitor obviamente já ouviu falar de "Open source", que são os programas de código aberto, distribuídos gratuitamente e que podem ser editados por qualquer pessoa. Aliás, este próprio site é feito com um destes programas.

Existem dois mitos sobre o "Open souce": o primeiro é que esta idéia é totalmente nova; o segundo, que isto é uma "alternativa" ao capitalismo. Ambos os mitos, aliás, estão ligados.

Obviamente, muitos dos líderes destes movimentos de software livre são ligados a causas anti-capitalistas e esquerdistas. Mas isso está longe de ser uma regra. Muitas empresas adotaram o software livre como uma estratégia de negócios: ou seja, não por serem contra os lucros, mas por estarem vendo uma maneira de terem ainda mais lucros indiretamente.

Completando o silogismo

A partir desta segunda, escreverei uma coluna no site da Digizap.

Para ler o texto de apresentação, entre aqui:
http://canais.digi.com.br/noticias/2008/02/25/nova_coluna_da_digi_liga_f...

Para ler o primeiro texto, vá no "leia mais" ou, para ver o original (e poder comentá-lo), entre aqui:
http://colunas.digi.com.br/lucas/completando-o-silogismo/

Uma educação para as coisas permanentes


Nota: artigo publicado originalmente no Aristoi: http://www.aristoi.com.br/node/38

Ao falar sobre educação liberal para um público que não conhece esta idéia, uma objeção que costumo ouvir com freqüencia é algo nas seguintes linhas: “mas para quê serve isto?”. Ou seja, a pergunta é pela utilidade da educação liberal.

A pergunta é bastante razoável, pois, dado que este é um empreendimento que tomará muito dos recursos de uma pessoa – incluindo seu recurso mais valioso e escasso: o tempo – ela tem todo o direito de saber que frutos irá colher do seu tempo e esforço investidos.

O que é educação clássica?

Introdução

Educação clássica é uma filosofia da educação apoiada em práticas de ensino acumuladas ao longo de vários séculos; é uma tradição que se inicia na Grécia antiga e atravessa todo o período medieval, renascentista e moderno até chegar ao século XX, nos Estados Unidos, sendo sistematizada e divulgada com o nome de liberal education.

No sentido mais abrangente do termo, educação clássica é uma idéia geral de educação que passou por diferentes manifestações particulares ao longo história. Cada uma destas manifestações possui suas características peculiares, no entanto, todas elas participam dos mesmos traços essenciais.

O objetivo deste artigo é expor quais são estes traços essenciais.

1) O conhecimento como fim e não como meio

A educação clássica visa uma formação integral e não apenas uma formação técnica.

O que é a grande conversação?

Ao definir o que seja a educação liberal, Adler freqüentemente se refere à "grande conversação". Mas, o que significa isso?

Adler cunhou este termo para expressar algo que todos podemos observar facilmente: o mundo está repleto de opiniões; a cada esquina, podemos encontrar alguém discorrendo sobre política, economia, religião, literatura, etc. Além disto, multiplicam-se as publicações: livros, revistas e jornais - sem falar nos milhões de sites que surgem diariamente na internet. A quantidade de informações há muito passou do excessivo: quando há tanta coisa sendo dita, em quê devemos prestar atenção?

John Moschitta, o fast talker, em comerciais do Fedex

Depois de quase duas semanas sem atualizar o site, volto aos poucos com uns vídeos engraçados e... educativos.

Nos Estados Unidos, a comparação entre o Fedex e o serviço estatal de correios é um verdadeiro paradigma para a comparação entre os setores público e privado. O comercial seguinte não faz esta comparação, mas o leitor pode facilmente fazê-la mentalmente ao comparar a última vez que teve que ir a um órgão público com a eficiência maluca demonstrada pelos personagens.


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